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O que a fisioterapia tem a ver com a obesidade infantil?

Juliana Prestes Mancuso 23/11/2017 SAÚDE E BEM-ESTAR
O que a fisioterapia tem a ver com a obesidade infantil?
Fonte: Google Imagens
Obesidade infantil: tratamento deve ser feito com orientação do médico pediatra ou nutricionista

por Juliana Mancuso
 
A mudança no estilo de vida fez com que as crianças aumentassem o consumo de alimentos ricos em calorias, açúcares e gorduras, e reduzissem as atividades físicas.

A obesidade e outros problemas associados apresentam um crescimento acelerado entre crianças e adolescentes no mundo todo.

A obesidade infantil atinge uma em cada três crianças no Brasil.  É uma condição em que o excesso de gordura corporal afeta negativamente a saúde ou bem-estar de uma criança e não é mais apenas um problema estético, que incomoda por causa da “zoeira” dos colegas.  A obesidade infantil pode causar diabetes, pressão arterial alta e níveis elevados de colesterol. Não há nenhum outro sintoma além do peso acima do normal.

Crianças com problemas emocionais, como ansiedade, podem comer compulsivamente, causando a obesidade e é aí que entra o papel do fisioterapeuta de forma importante.

A falta de movimentação causa o sedentarismo, o que consequentemente aumenta o peso das crianças, pois quando não se movimentam, não perdem calorias.

Estudos apontam que cerca de 10% dos pequenos, que passam mais de uma hora por dia na frente da TV, videogame e computador são obesos. As atividades físicas devem ser sempre estimuladas pelos pais, pois permitem que a criança se insira em um grupo e se torne sociável, reduzindo as chances de se sentir sozinha ou diferente de outras crianças.

Um programa de atividade física elaborado especialmente para os pequenos, baseado no biotipo é fundamental na hora de conquistar a prática da atividade física, assim como crianças que dormem pouco podem sofrer com o aumento de peso, mesmo que outros fatores de risco sejam controlados.

Complicações associadas à obesidade infantil:

• Problemas respiratórios
• Aumento da pressão sanguínea
• Diabetes Tipo II
• Problemas no coração
• Excesso de gordura no fígado (cirrose hepática)
• Problemas na coluna e nas articulações
• Baixa autoestima e depressão

Diversos fatores podem desenvolver a obesidade infantil, como hábitos alimentares, genética, sedentarismo, distúrbios psicológicos, entre outros. Em crianças, a condição se desenvolve mais facilmente, por conta do organismo que ainda está em formação. Melhorar a dieta e os hábitos de condicionamento físico de toda a família é uma das melhores maneiras de ajudar a criança a conseguir um peso saudável.

A obesidade infantil é reversível e a maneira mais eficaz é através da reeducação alimentar juntamente com práticas de atividades físicas.

O tratamento deve ser feito de forma progressiva e com orientação do médico pediatra ou nutricionista. O emagrecimento da criança deve ser um processo lento e constante, aplicando em sua dieta alimentos saudáveis e prática de exercícios para sair do sedentarismo no dia a dia. Em casos raros, o médico pode recomendar um medicamento para ajudar a diminuir o apetite.

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Fisioterapia: atividades

Dentre as atividades da fisioterapia estão as brincadeiras de correr e saltar, jogos com bolas, exercícios em cama elástica, brincadeiras em grupo, exercícios respiratórios, orientações posturais e hidroterapia que compõem a melhora do condicionamento físico e colaboram com a perda de peso e melhora da saúde da criança e adolescente.

Investir o tempo da criança em atividades físicas programadas, como aulas de algum esporte da preferência dela, e a fisioterapia, ajudam na queima de calorias, além de fortalecer os músculos e ossos da criança. Incentivar esta prática pode fazer com que a criança mantenha o hábito e evite obesidade em longo prazo.

Estimule hábitos de vida saudável em sua família!

Reduza o tempo gasto com atividades sedentárias (computador, televisão, videogame), estimule a prática de exercícios físicos regularmente, adote um programa de alimentação mais saudável e lembre-se: a família toda deve participar dessa mudança.




TAGS :

    obesidade, infantil, fisioterapia

Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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