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Como dizer às minhas filhas que vou me separar do pai delas?

Anette Lewin 22/03/2019 PSICOLOGIA
Como dizer às minhas filhas que vou me separar do pai delas?
Fonte: imagem Pixabay
Caso seu marido não queira falar junto com você, fale sozinha

Por Anette Lewin

E-mail enviado por uma leitora:

“Tenho três filhas, duas maiores e uma adolescente, claro que percebem que minha relação com o pai delas é de distanciamento de minha parte, pois não o amo mais. Sei que no fundo elas têm dó do pai, a pergunta é: qual a melhor forma de comunicar que vou me separar do pai delas?”   

Resposta: Primeiramente é importante que você tenha certeza da decisão que tomou. De nada adianta você comunicar a suas filhas uma decisão pela metade, pois isso as faria partícipes de uma situação que não diz respeito a elas, mas só a você e seu marido.

Assim, se tem certeza que vai se separar mesmo, fale com seu marido e deixe as coisas bem claras com ele. Discutam sobre como vai ser a vida de cada um daqui para frente, quem sai de casa e quem fica, como ficam as despesas, enfim, é importante que tudo esteja combinado entre o casal antes da comunicação às filhas.

Comunique a separação, mas sem citar culpados

Caso haja resistência por parte dele, aguarde até ele digerir a ideia para depois abrir para as filhas e à sociedade. Feito isso, o ideal seria que os dois comunicassem a decisão às meninas. Sem citar culpados, sem lavar roupa suja na frente delas, sem criar climas frente aos quais elas se sentirão impotentes para agir.

Caso seu marido não queira falar junto com você, fale sozinha. Fale dos seus sentimentos, da sua vontade de dar um fim ao relacionamento, dos seus planos, mas evite falar por ele sobre questões que se referem a ele. Caso as meninas perguntem, diga para perguntarem a ele.

Não é justo jogar o peso de uma relação agonizante em cima das suas filhas

O importante é lembrar que você tem três filhas jovens, que certamente têm suas fantasias sobre relacionamento amoroso, seus sonhos e devaneios sobre o amor. Não é lógico nem justo que você despeje sobre elas o peso de uma relação agonizante e tire delas a possibilidade de sonhar com o relacionamento ideal em suas vidas. Assim, quanto menos divagar sobre o assunto, melhor. Comunique apenas.

Se vierem perguntas, responda sem atacar seu parceiro e, se for preciso, diga que esse é um assunto que diz respeito a você e ao pai delas é que você não gostaria de envolvê-las nisso.

Talvez, após a comunicação, suas filhas vejam o pai, num primeiro momento, como a “vítima” da situação e você como a vilã da história. Afinal, você menciona em seu e-mail que elas têm dó do pai. Se isso ocorrer, evite julgamentos precipitados sobre elas. Talvez, o que elas estejam defendendo no momento, seja a fantasia do casamento perfeito e eterno que você, com sua atitude, estaria quebrando.

Com o passar do tempo, o amadurecimento e a vivência de suas próprias histórias de amor, elas olharão para a situação com outros olhos. Os olhos de quem aprendeu que o “amor”  é um contrato entre pessoas, que é apenas “ eterno enquanto dura”.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

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Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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TAGS :

    separar, separação, marido, casamento

Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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